SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - POLUIÇÃO PLÁSTICA
O plástico descartável se tornou um dos maiores desafios para nosso meio ambiente. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU). Todos os anos, de 8 a 13 milhões de toneladas do material acabam nos oceanos, ameaçando a vida marinha e a nossa.
Em mensagem no Dia Mundial do Meio Ambiente de 2018 (5 de junho), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o mundo deve se unir para “vencer a poluição por plástico”. E não se trata de exagero de retórica.
Segundo dados divulgados no Fórum
Mundial de Davos de 2016, haverá mais plástico nos oceanos do que peixes até
2050. Inventado no final do século 19, já foram produzidas 8,3 bilhões de
toneladas do material (número medido a partir de 1950) no mundo. Se não
bastasse a quantidade, ele ainda leva 450 anos para se decompor na natureza.
Obviamente,
o problema não é a matéria-prima em si – afinal, ela tem inúmeras utilidades –,
mas como nós a usamos. De todo o plástico produzido, apenas 9% é reciclado.
Nossa maneira de lidar com itens como sacolas e garrafas plásticas é, no
mínimo, irresponsável. Da primeira, por ano, usamos 1 trilhão de unidades. Da
segunda, descartamos 1 milhão por minuto.
Se
90% das aves marinhas já comeram plástico, a situação dos seres humanos não é
das melhores: 83% da nossa água de torneira contém partículas do material,
sendo que seus compostos químicos podem ser encontrados na nossa corrente
sanguínea. Os efeitos disso? A ciência ainda não conseguiu determinar.
Sabia que o World Wide Fund
for Nature (WWF; Fundo Mundial para a Natureza, em tradução do inglês) divulgou,
o estudo Solucionar a poluição plástica: transparência e responsabilização. Segundo o documento, se não houver um acordo
global para conter a poluição por plásticos, mais de 104 milhões de toneladas do material
vão poluir nossos ecossistemas até 2030.
Ainda de acordo com o relatório,
o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, com 11,3
toneladas, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Índia. Desse total,
mais de 10,3 milhões de toneladas foram coletadas (91%), mas apenas 145 mil
toneladas (1,28%) são efetivamente recicladas. Esse é um dos menores índices da
pesquisa e está bem abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%.
O estudo do WWF foi feito com
base em dados do Banco Mundial, sobre mais de 200 países. O levantamento
apontou que o Brasil produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico
por habitante a cada semana.

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