A CULTURA DO IMEDIATISMO NA POLÍTICA ECONÔMICA
É difícil fugir do misticismo na política atual de que tudo precisa estar relacionado ao bem estar social de cada um a curto prazo, de que cada ação, busque atender com extrema urgência alguma necessidade do eleitorado atual que não possa ser adiada.
Na vida aprendemos a dosar tudo e em todo tempo, é louvável a atitude de quem cuida de sua saúde, evitando algum alimento que o faz mal, pensando em um bem estar a longo prazo, mas quando falamos de economia, vemos sempre os demagogos que utilizam de artifícios psicológicos para gastar mais a curto prazo, evitando pensar no futuro, com frases como: temos que viver o hoje, ser feliz hoje...
Esse problema está enraizado nas famílias, na sociedade civil como um todo, e na política. Em todos os lugares há representantes públicos sendo eleitos e reeleitos com a promessa de solução a curto prazo de todos os problemas "individuais" de cada um, colocando o sentimento, a emoção acima de qualquer critério econômico. O que temos são ciclos de endividamentos, do cidadão e dos órgãos públicos, com a promessa de uma vida feliz.
Aqui, para se chegar a uma análise mais fiel a fatos, devemos separar sentimentos, emoções, de resultados econômicos, deveria ser assim, em casa e principalmente no setor público. A ideia de você vender uma vida feliz a curto prazo e com isso angariar votos, acredite, não é mera coincidência. Assim, para contrapor, precisamos analisar o conceito original de Liberalismo de Mises, que já não é nem compreendido, muito menos defendido. Hoje os estadistas se defendem liberais sem ao menos terem estudado o significado do que dizem pregar, e com isso, deixam as falácias do mal que o capitalismo faz se disseminar na sociedade através das desastrosas políticas econômicas atuais que se avolumam.
A busca por capital é o que defende o Liberalismo, mas não porque ignora o ser humano e seus sentimentos, mas porque, entende, que através de recursos materiais, podemos ter uma sociedade "feliz" e organizada, é ciência pura.
O problema está na falta de compreensão de quem advoga pelo liberalismo e na escassez de políticas liberais, devido uma incultura eminente. Hoje se prega a busca pelo capitalismo como algo pra favorecer os ricos, como um problema para a sociedade, indo contra os princípios mais básicos do liberalismo que é a busca pela prosperidade de todos os indivíduos, sem qualquer divisão de classes, justamente o oposto do que acontece com o socialismo, que na ideia de defender igualdade, divide as pessoas por camadas, e as rotula, criando assim, o que vemos na prática em muitas políticas públicas atuais, uma polarização e disputas desnecessárias, transformando a busca pelo sucesso de um na necessária derrota de outro.
Enfim, o problema é muito maior que meras políticas pontuais que desperdiçam recursos em prol de reeleições que visam manter políticos no poder, o problema está na sociedade civil e na cultura que vem sendo difundida ao redor do mundo, onde a crescente busca pela felicidade a curto prazo move as ações humanas, onde a ansiedade é algo tratado com políticas econômicas do imediatismo, e o materialismo ao invés de ser a solução a longo prazo de uma vida mais próspera, se tornou sem critério algum a moeda de troca para uma sociedade cada vez mais iludida.


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